Síntese do artigo de Casiano Floristan
09.10.2015
Teologia Practica
Teoria y Praxis de la Accion Pastoral, Ediciones Sígueme, Salamanca, 1998, pp.31-122
O artigo em questão encontra-se dividido nos seguintes temas:
1 – A práxis de Jesus, 2 – A ação pastoral da Igreja primitiva; 3 – A ação pastoral na história da Igreja e 4 – História da Teologia Pastoral.
O autor começa a abordar o tema da práxis de Jesus alertando para o facto de que, no fundo de qualquer reflexão teológica está sempre uma determinada cristologia, e refere que uma forma de compreender a práxis de Jesus é examinar os modelos do seu comportamento relatados nos evangelhos.
Casiano enuncia algumas dimensões da práxis de Jesus:
- Jesus é o profeta do reinado eminente de Deus, e o centro da sua mensagem é a chegada próxima do reino de Deus e a conversão;
- Para o ajudar na tarefa de antecipar a chegada do reino de Deus, Jesus chamou doze discípulos e designou-os de apóstolos;
- O seu ensinamento e obra centram-se em duas realidades fundamentais: reinado de Deus e Pai.
Neste artigo, o autor analisa a práxis de Jesus através de três tipos diferentes de ações: os milagres, o perdão e a comunidade da mesa.
Relativamente ao segundo capítulo, “a ação pastoral da Igreja primitiva”, o autor explica que para conhecer a ação pastoral da Igreja primitiva é necessário examinar o NT e conhecer o contexto histórico da Igreja primitiva. A ação pastoral da Igreja primitiva começou a partir da ressurreição de Jesus, momento em que os seus discípulos se transformaram em testemunhas de Cristo morto e ressuscitado.
Uma das principais características da primeira comunidade cristã é a reunião em nome do Senhor partilhando a comida; para além desta, tinha também como características: a palavra apostólica, a comunhão fraterna e a oração.
A acção pastoral ao longo da história da Igreja nem sempre foi coerente com o seu ministério.
A comunidade cristã primitiva aparece como uma comunidade vivente e não como uma estrutura jurídica, presidida pelo bispo. Na Igreja primitiva o testemunho de vida e o ensinamento da palavra de Deus estão no primeiro plano.
A partir do séc. IV, quando a Igreja passa a ser a religião oficial do Estado, debilita-se a missão e o catecumenado e o Estado começa a intervir na vida da Igreja. A transição da época patrística para a Idade Média manifesta-se pastoralmente pelas implicações estatais que a Igreja tem durante esse tempo.
No séc. XVI, perante a insatisfação do povo relativamente ao clero, a débil religiosidade e a ruptura provocada pela reforma protestante, o concílio de Trento (1545-1563) tentou fazer uma revisão profunda dogmática e pastoral da Igreja. A partir deste concílio, começa a entender-se a Igreja desde dentro; a eclesiologia pós tridentina desenvolve com preferência a estrutura hierárquica e clerical da Igreja. Entre 1880 e 1900 começam as renovações bíblicas, litúrgica e patrística.
Ao longo da sua história, a teologia pastoral passou por várias etapas.
Numa primeira etapa, a teologia pastoral era exclusivamente pragmática e estava ao serviço de uma concepção estatal absolutista. Numa segunda etapa, a teologia pastoral passa a reflectir acerca do pastor e não do funcionário. Numa terceira etapa, considera-se que o agente da acção apostólica é a Igreja e não apenas o sacerdote; e por fim, numa quarta etapa, a teologia pastoral converte-se pouco a pouco numa doutrina acerca da direcção espiritual.
Contemporaneamente, a renovação da teologia e a aparição de diferentes movimentos cristãos de renovação ajudaram a conceber de um modo mais eclesial, científico e teológico a teologia pastoral ou teologia prática.
Paula, amei a tua conclusão. É clara e concisa, desculpa-me a expressão, é um sumo concentrado !
ResponderEliminarE eu gostei muito de toda a síntese...com poucas palavras conseguiste sintetizar a informação mais importante, dando-nos uma visão rápida, geral e simples da história da Teologia Prática. Parabéns!
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