Datas
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Espaço geográfico
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História
Universal
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Teologia Geral
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Teologia
Prática
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| Séc.XVIII | Europa - | Iluminismo | Pobreza da teologia pós-tridentina centrada apenas nalguns aspetos parciais da doutrina tradicional | ||
| Deísmo | |||||
| Romantismo | Crise provocada pela investigação histórico-crítica sobre Jesus, a teologia acentou a sua pretensão de ser ciência | ||||
| 1760 | Inglaterra - | Começa o período da revolução industrial | Crise da noção de revelação decadência das ciências teológicas. | ||
| 1774 | Áustria - | Josefismo | Novo conceito de Igreja muito marcado pelos aspetos visíveis, especialmente pelos hierárquicos e dominado pela noção de sociedade perfeita | Nasce a teologia pastoral | |
| 1789 | França - | Revolução Francesa | Excluída do ensinamento público, a teologia foi-se convertendo num âmbito de atividades quase exclusivamente clerical. | A teolg. Pastoral é vista como uma arte sem cariz científico. | |
| Surge a teologia liberal - Schleiermacher é considerado o pai deste mov. que relativizou a autoridade da bíblia. | J.M. Sailer tenta dar à teologia pastoral uma maturidade científica. | ||||
| Séc.XIX | 1820-1840 | Termina o período da Revolução Industrial | Surgem reformas eclesiológicas da escola de Tubinga que influíram na Teologia Pastoral | A Sagrada Escritura é a base da Teologia Pastoral. | |
| 1841 | A. Graft tentou fundamentar cientificamente a teol. pastoral católica; mudou o nome de teologia pastoral para teologia prática apostólica. | ||||
| 1869 | Roma - | Concílio Vaticano I | O Conc. Vat I concebeu as Constituições Dogmáticas: "Dei Filius" e "Pastor Aeternus" . Este Concílio representou um momento decisivo para a evolução da consciência teológica da época que se seguiu; | ||
| A revelação entende-se como totalmente exterior ao homem. | Com J.Amberger volta a ser utilizado o nome de teologia pastoral. | ||||
| 1879 | Neotomismo | As tendências pós-vaticanas caracterizam-se por uma forte unilateralidade no tema da hierarquia e a autoridade na Igreja | O centro do estudo é a figura do pastor. | ||
| Finais do séc.XIX | Época dos manuais de pastoral. A teologia pastoral é considerada como uma ciência aplicada. | ||||
| Séc.XX | 1914-1917 | Europa - | 1ª Guerra Mundial | Crise da teologia liberal - dramaticamente marcada pela 1ª Guerra Mundial | Na teol. prática protestante K.Barth converte a teol. prática em teol. da palavra ou teol. kerigmática. |
| Época de grande criatividade eclesiológica; renovação da teologia eclesiológica. | Renovação da teol. pastoral: começa a ser concebida de um modo mais eclesial, científico e teológico. | ||||
| 1939-1943 | maioria das nações do mundo - | 2ª Guerra Mundial | Despertar eclesiológico que gira em torno do conceito de Corpo Místico de Cristo. O Corpo de Cristo é o eixo renovador da eclesiologia e da pastoral desenvolvendo uma interioridade no ser e no agir da Igreja. Surge a teologia sacramental. | A teologia pastoral faz da sua missão algo mais efetivo . Surge a pastoral de conjunto na França. A ação pastoral da Igreja alarga-se através de movimentos como a Ação Católica. | |
| 1945-1948 | Europa de Leste - | Guerra Fria | Surge a "Nova Teologia". A catequese, a liturgia e a missionação renovaram-se. | Intensa renovação da Teol. Pastoral na França e na Alemanha. O estatuto científico da pastoral volta a ser revalorizado no interior da teologia. | |
| 1962 | Roma - | Concílio Vaticano II | Um grande teólogo deste período é Karl Rahner. Os principais documentos que surgiram do Concílio são: Dei Verbum, Lumen Gentium e Gaudium et Spes. | ||
| 1969 | Chegada à Lua | A reflexão teológica posterior ao Vat. II introduziu novos elementos na compreensão da revelação: é Deus que se dá a conhecer, supera-se uma visão intelectualista da revelação. Chegou-se à conclusão que a revelação é um elemento integrante de todas as religiões, e surgiu a necessidade de dialogar com os fiéis de todas as religiões | A teol. Pastoral recebe um novo impulso graças a Karl Rahner. | ||
| 1974 | Começa a designar-se a teologia pastoral com a expressão teologia prática. Instaura-se um diálogo com as Ciências Sociais e humanas. | ||||
| 1989 | Alemanha | Queda do muro de berlim | Novo paradigma teológico: Deus está dentro da realidade. Fragmentação da teologia | Toda a comunidade eclesial assume um protagonismo pastoral. Surge a realidade pastoral do laico militante. | |
| Séc.XXI | 2001-presente | União Soviética, Afeganistão | 2ª Guerra do Afeganistão | Busca de unidade entre a pluralidade das teologias | A teologia prática adquire um estatuto próprio ao lado da "sistemática" e da "fundamental". |
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Síntese do artigo de Casiano Floristan
09.10.2015
Teologia Practica
Teoria y Praxis de la Accion Pastoral, Ediciones Sígueme, Salamanca, 1998, pp.31-122
O artigo em questão encontra-se dividido nos seguintes temas:
1 – A práxis de Jesus, 2 – A ação pastoral da Igreja primitiva; 3 – A ação pastoral na história da Igreja e 4 – História da Teologia Pastoral.
O autor começa a abordar o tema da práxis de Jesus alertando para o facto de que, no fundo de qualquer reflexão teológica está sempre uma determinada cristologia, e refere que uma forma de compreender a práxis de Jesus é examinar os modelos do seu comportamento relatados nos evangelhos.
Casiano enuncia algumas dimensões da práxis de Jesus:
- Jesus é o profeta do reinado eminente de Deus, e o centro da sua mensagem é a chegada próxima do reino de Deus e a conversão;
- Para o ajudar na tarefa de antecipar a chegada do reino de Deus, Jesus chamou doze discípulos e designou-os de apóstolos;
- O seu ensinamento e obra centram-se em duas realidades fundamentais: reinado de Deus e Pai.
Neste artigo, o autor analisa a práxis de Jesus através de três tipos diferentes de ações: os milagres, o perdão e a comunidade da mesa.
Relativamente ao segundo capítulo, “a ação pastoral da Igreja primitiva”, o autor explica que para conhecer a ação pastoral da Igreja primitiva é necessário examinar o NT e conhecer o contexto histórico da Igreja primitiva. A ação pastoral da Igreja primitiva começou a partir da ressurreição de Jesus, momento em que os seus discípulos se transformaram em testemunhas de Cristo morto e ressuscitado.
Uma das principais características da primeira comunidade cristã é a reunião em nome do Senhor partilhando a comida; para além desta, tinha também como características: a palavra apostólica, a comunhão fraterna e a oração.
A acção pastoral ao longo da história da Igreja nem sempre foi coerente com o seu ministério.
A comunidade cristã primitiva aparece como uma comunidade vivente e não como uma estrutura jurídica, presidida pelo bispo. Na Igreja primitiva o testemunho de vida e o ensinamento da palavra de Deus estão no primeiro plano.
A partir do séc. IV, quando a Igreja passa a ser a religião oficial do Estado, debilita-se a missão e o catecumenado e o Estado começa a intervir na vida da Igreja. A transição da época patrística para a Idade Média manifesta-se pastoralmente pelas implicações estatais que a Igreja tem durante esse tempo.
No séc. XVI, perante a insatisfação do povo relativamente ao clero, a débil religiosidade e a ruptura provocada pela reforma protestante, o concílio de Trento (1545-1563) tentou fazer uma revisão profunda dogmática e pastoral da Igreja. A partir deste concílio, começa a entender-se a Igreja desde dentro; a eclesiologia pós tridentina desenvolve com preferência a estrutura hierárquica e clerical da Igreja. Entre 1880 e 1900 começam as renovações bíblicas, litúrgica e patrística.
Ao longo da sua história, a teologia pastoral passou por várias etapas.
Numa primeira etapa, a teologia pastoral era exclusivamente pragmática e estava ao serviço de uma concepção estatal absolutista. Numa segunda etapa, a teologia pastoral passa a reflectir acerca do pastor e não do funcionário. Numa terceira etapa, considera-se que o agente da acção apostólica é a Igreja e não apenas o sacerdote; e por fim, numa quarta etapa, a teologia pastoral converte-se pouco a pouco numa doutrina acerca da direcção espiritual.
Contemporaneamente, a renovação da teologia e a aparição de diferentes movimentos cristãos de renovação ajudaram a conceber de um modo mais eclesial, científico e teológico a teologia pastoral ou teologia prática.
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